Além do tradicional "espírito natalino", a festividade é conhecida, principalmente, por celebrar o nascimento de Jesus. Sendo este um dia de glórias e bençãos para o mundo. Todos que conhecem a festividade, conhecem também a possibilidade de que o dia 25 de dezembro não seja de fato o dia do nascimento de Jesus, mas nem todos sabem que nada nessa história é por acaso.
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Pintura representando o nascimento de Jesus, principal conceito das festividades de natal. |
A Origem das Tradições de Natal
As raízes do natal cristão começaram a se plantar em Roma no início do século IV, quando o então imperador Constantino(272 - 337) adotou o cristianismo como sua única religião. A data 25 de dezembro também foi firmada pelo imperador Constantino, que a escolheu por que no mesmo dia eram comemoradas as festividades pagãs relacionadas ao deus sol. O "Dia do Nascimento do Sol Invicto" era a festa pagã comemorada após o solstício de inverno. A festa era muito importante para o povo, pois marcava a passagem da maior noite do ano e retorno do crescimento dos dias. Foi daí que os clérigos da igreja católica decidiram por esta data como simbolo do nascimento de Jesus, uma forma muito inteligente de converter os pagãos ao cristianismo sem agredir sua realidade.
Fragmento de uma estátua colossal de Constantino |
O cristianismo consolidou as bases de sua desenfreada acensão aos confins do século IV. No ano de 380 D.C o imperador Teodósio I (346-395) reconheceu o cristianismo como religião oficial do Império Romano. Uma vez que Roma já era oficialmente um território cristão, era a hora de alcançar mais fieis.
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Moeda de Teodósio I |
A busca por novos fieis fez com que as festividades do natal absorvessem características de outras festas pagãs, isso aconteceu porque assim como os romanos, praticamente todos os povos pagãos do hemisfério norte comemoravam alguma festividade religiosa em louvor ao renascimento do sol, após o solstício de inverno.